Olá,


Você se lembra quando e porque você começou a sua jornada rumo à FIRE? Em que momento o termo "independência financeira" entrou na sua vida? Mexendo nas minhas memórias encontrei as minhas respostas, gostaria de registrar/compartilhar aqui.

Eu nunca fui uma pessoa que gastava mais do que tinha. Desde o meu primeiro estágio, sempre mantive minhas contas em dia e guardava (na poupança) o que sobrava. Usava pouco cartão de crédito, pois sempre tive o hábito de juntar dinheiro para só assim comprar o que queria. Agradeço esse comportamento aos meus pais. Eles me ensinaram isso através do exemplo. Até esse momento, eu tinha certeza que, como não vim de família rica, teria que trabalhar até me aposentar pelo INSS e está tudo bem. Era assim que tinha que ser.

As coisas estavam caminhando bem: tinha economizado uma grana que, juntando com o saldo do FGTS, poderia usar de entrada para financiar um apartamento. Meu marido (namorado, na época) quis participar na compra e, o sonho que era só meu, passou a ser dos dois. Trabalhávamos juntos e três meses depois da assinatura do contrato de financiamento, fomos promovidos... tudo lindo!

Trabalhávamos em uma empresa que prestava serviço para um empresa pública e, um ano depois da assinatura do financiamento, essa empresa pública decidiu encerrar o contrato. Os dois poderiam ser demitidos ao mesmo tempo. Tínhamos uma dívida de 30 anos para pagar e pouco dinheiro em caixa, porque usamos tudo para montar o apartamento.

Eu nunca tive dívidas e, quando faço uma dívida dessa magnitude, corro o risco de perder o emprego! Como vamos pagar nossas contas? Como vamos nos manter? Minha vida que parecia um sonho começou a desmoronar. 

Diante dessa situação eu percebi que a minha vida foi fortemente afetada devido à decisão de alguém que nem me conhece. Deixaram de renovar um contrato e... os meus planos foram por água abaixo! Percebi que ter um emprego era um fator fundamental na minha tranquilidade e isso estava totalmente fora do meu controle. Precisava impedir que isso acontecesse no futuro! Isso não pode estar certo! Não quero que minha vida seja assim! 

Em anos anteriores um colega de trabalho me recomendou um livro sobre finanças. Muito tempo depois, um outro amigo estava se mudando para austrália e resolveu doar seus livros... olha o livro recomendado bem lá no meio! Resolvi levar para casa. Não li. Diante da situação financeira que vivia no momento, lembrei desse livro e resolvi dar uma chance. Esse livro foi Pai Rico Pai Pobre. 


Comecei a ler e foi como um soco na minha cara! Me vi na corrida dos ratos. Vi características do pai pobre em meu pai. Vi que trabalhava pelo dinheiro e, se continuasse no mesmo caminho, seria assim para sempre. 

Vi também q eu poderia mudar essa situação! Se eu começasse a comprar ativos reais, poderia fazer o dinheiro trabalhar para mim! Nesse momento a minha mente se expandiu e nunca mais fui a mesma. 

Apresentei todas as ideias ao meu marido. O meu entusiasmo foi tanto que ele se interessou pelo assunto, percebeu também que era possível sair dessa corrida dos ratos e embarcamos juntos nessa jornada. Desde então, nos tornarmos independentes financeiramente virou nossa meta. Não queremos sentir novamente o que sentimos quando estávamos em risco de perdermos o emprego.  E isso não vai acontecer!

Essa é a minha história. 

Tornar-se independente financeiramente, demanda tempo, esforço e dedicação. Relembrar por quê iniciamos essa jornada, revigora o nosso desejo de continuar. Quando tiver cansado(a), tente lembrar porque começou essa jornada. Fazer esse exercício pode te dar o ânimo que precisa para se manter firme! Espero que ajude.

Nos veremos em breve.